
Vê Epistemológico
A Interpretação das Nuvens
A.C. Nimbus & D. C. Cirrus
Questão Central:
Qual o raciocínio que as crianças desenvolvem enquanto interpretam as nuvens?
Justificativa:
Nuvens têm sido interpretadas por crianças de todas as culturas em todas as épocas, mas poucos estudos têm sido realizados sobre este assunto, e, na sua maior parte, são restritos à interpretação lingüística das nuvens (Aethereu, 2002).
Teoria:
A teoria que guiará nossa investigação é a Teoria X, cuja tese principal é a de que a espontaneidade epistemológica é o fundamento da aprendizagem: "é a espontaneidade do sujeito conformando o fluxo incessante de informações o que cria e recria as realidades" (Wells, 2008), ou como afirma brevemente Marx: "o sujeito sujeita aquilo a que está sujeito"(Marx, 1969).
Segundo a teoria X, é preciso conhecer o sistema epistemológico das crianças em suas manifestações espontâneas para que se possa elaborar atividades em sala de aula que aproveitem a dinâmica do conhecimento infantil.
Estamos utilizando o princípio de "balança epistêmica" de Marx, segundo o qual os conceitos são abstrações de propriedades ontológicas que precisam ser re-concretados para manter e ampliar seu significado, o que é feito transformando o conceito em atividades concretas (Marx, ibid.). Sabendo como a re-concreção ocorre poderemos planejar atividades escolares mais significativas para as crianças.
Conceitos:
Interpretação – Espontaneidade – Teoria X – Abstrações – Balança Epistêmica – Lingüística.
Análise:
A análise dos dados, será realizada através do sistema ACME (Anti-linear Chaotic Measurement of Epistemological-spontaneity) desenvolvido por Jones (Jones, s.d). Este sistema permite avaliar os resultados do experimento de forma dinâmica, pois a espontaneidade não pode ser capturada, muito menos quantificada, mas apreciada nos interstícios da objetividade sempre parcial quando rigidamente estruturada nos arcabouços artificiais da ciência moderna.
Coleta de Dados:
O experimento consistirá em expor crianças de 5 a 7 anos ao céu nublado e fornecer-lhes materiais pedagógicos de interpretação, tais como papel e lápis de cor, massa de modelar, tanque transparente com água e tubos de tinta, algodão e cola, e instrumento musical improvisado que imita o som de trovoadas. Os pesquisadores não indicarão o que devem fazer, apenas irão conversar brevemente com as crianças sobre as nuvens no céu deixando-as à vontade com o material pedagógico.
Os dados serão coletados através da observação do comportamento das crianças, inclusive gravando as atividades, e por conversas informais ao longo da realização do experimento a fim de descobrir o raciocínio que elas desenvolvem enquanto interpretam as nuvens.
Evento:
A interpretação das nuvens, realizada pelas crianças.

Bibliografia:
JONES, C. Epistemological-spontaneity, chaos the Dialectical Divide Overflow. Townsville: Daffy Duck Press, s.d.
Device
AETHEREU, A. The cloud and the crowd. Valhala: Flying Waters Editions,2002.
MARX, G. You bet your life. Bedlam Hill: Badluck Press, 1969.
WELLS, O. Rosebud: the epistemological-spontaneity of the obscure object of desire. Xanadu: Fake Press,2008.
Comments (2)
Anonymous said
at 12:31 am on Nov 29, 2006
Olá, Sueli! Muito boa a visualização da tua página. A atividade 2 está muito boa! Já pensaste em qtas crianças irás observar? Tem diferenciação de sexo? Um abração, Anice.
Anonymous said
at 9:19 pm on Dec 4, 2006
Olá Anice, tudo bem? Não pensei em um número de crianças, mas quanto a diferenciação de sexo, penso ser interessante verificar meninos e meninas. Que tal? Beijos, Su.
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